Palestra Dançada reuniu 19 participantes na Casinha Kaponto e abordou a dança como prática de cuidado, liberdade e envelhecimento saudável
A Associação Espiritualidade em Saúde — ASCESA, por meio de seu Departamento de Arte-Educação, realizou no sábado, 09 de maio de 2026, a atividade “Palestra Dançada: Dança como tecnologia do cuidado no envelhecimento saudável”, ministrada por Siomara Kronbauer, atriz, educadora física, especialista em dança, envelhecimento e qualidade de vida, ginástica e folclore, professora de dança há 40 anos e focalizadora de danças circulares desde 2010.

Realizado na Casinha Kaponto, em Porto Alegre, o encontro foi gratuito e contou com 19 participantes, ocupando praticamente a totalidade das vagas disponíveis. A atividade marcou a abertura do Ciclo Arte, Espiritualidade e Tecnologias de Cuidado em Saúde, iniciativa promovida pelo Departamento de Arte-Educação da ASCESA em 2026.
A programação foi aberta com fala institucional da presidente da ASCESA, Magda Bertoncello, seguida da apresentação de Leandro Silva, coordenador do Departamento de Arte-Educação da Associação. Em sua fala, Leandro situou a proposta dentro do escopo geral do ciclo, que busca promover encontros vivenciais com convidados e convidadas a partir de experiências que integram arte, saúde e espiritualidade como tecnologias de cuidado. Esta foi a primeira atividade da série, que terá ainda encontros dedicados aos temas teatro de bonecos terapêutico, música e espiritualidade e ervas de poder e cura a partir da espiritualidade de matriz africana.
Durante a palestra, Siomara Kronbauer abordou a dança como caminho de promoção da qualidade de vida e do envelhecimento saudável, articulando aspectos anatofisiológicos, mentais, emocionais e sociais. A ministrante destacou como o movimento corporal pode contribuir para a consciência do corpo, a mobilidade, a vitalidade, a convivência e o bem-estar, especialmente nos processos de envelhecimento. A atividade também trouxe reflexões sobre os modos como o machismo e a misoginia atravessam o corpo, a autoestima e a liberdade feminina. Nesse sentido, a dança foi apresentada não apenas como prática artística ou exercício físico, mas como experiência de expressão, autonomia, presença e libertação.








Fiel ao formato proposto, toda a palestra foi conduzida de maneira vivencial. As participantes e os participantes foram convidados a dançar, experimentar ritmos, perceber o próprio corpo e construir coletivamente um espaço de cuidado. O encontro foi encerrado com danças circulares e um momento de meditação, fortalecendo a dimensão integrativa entre arte, espiritualidade e saúde.
A ASCESA agradece a presença de todas as pessoas participantes, à ministrante Siomara Kronbauer e à Casinha Kaponto pela acolhida. A realização desta primeira atividade reafirma o compromisso da Associação com práticas de cuidado que valorizam o corpo, a escuta, a convivência e a espiritualidade como dimensões fundamentais da saúde.

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